Já fazia meia hora que estava a caminhar pela cidade, admirando a paisagem branca pela neve, observando uma galera se divertindo, era criança, adultos e idosos, na guerra de neve. Eu ria da situação, era engraçado. Essa época do ano é realmente linda, bonecos de neves em cada esquina. Ao caminho para o Pomar de Montemor, ouvi uma discussão no grupinho de criança, discutindo quem seria o rei ou a rainha do gelo.
- hmm, rei ou rainha do gelo, que crianças criativas- Pensei.
Olhando de longe as árvores do pomar cobertas de neve, no meio delas tinha um troco de árvore oco. Resolvi sentar-me e escrever uma carta para minha sobrinha Persefone.
- Bom dia, Emanuela. - Um voz grossa atrapalhou meus pensamentos.
Ele era alto, cabelos e olhos negros, e estava a sorrir para mim.
- Bom dia, desculpa eu te conheço. - Eu falei.
- Oh! desculpe a falta de educação, esqueci-me que você está a sofrer de memória e não se lembra. Deixa eu re-apresentar a você, Sou Robert Dragon - Com um sorriso sarcástico no rosto estendeu sua mão, pegando a minha e a beijando-a.
- Prazer, o que deseja?
- Hehehe, acalme-se não estou aqui para fazer nenhum mal, caso o quisesse nem estaria mais viva. Você não era assim, anda muito distraída. Esqueceu dos perigos da vida!?
- Isso não vem ao caso, o que vocês querem?, aparecem do nada, confunde a minha vida e não dizem o que desejam, nem sei se deveria confiar em vocês.
- Neles, sugiro não confiar, agora em mim sim, eles escondem quem você realmente é. Eles te contaram que conheceram a sua mãe, quem era ela e o que ela fazia?
- O que você está dizendo.
- Hehehe, sabia que não iriam te contar, sua mãe não é a Elisabel, mais sim Elizabeth Guimarães, ela é uma ladra, e uma assassina. Ela foi contratada para seduzir seu pai, João Henrique Carvalho, e o matar, só que ocorreu um pequeno problema, Elizabeth se apaixonou pela sua vítima, no qual essa amor você nasceu, e não se pode negar que é filha dela, pois é tão bela igual a sua mãe. Henrick e Ellen, eles também são assassinos, recebem para matar.
Ele olhou no meus olhos e continuo...
-Por que você não pergunta a eles...
Antes mesmo de eu dizer algo, outra voz do fundo apareceu.
- Olá, sozinha no pomar moça?
Olhei para tras e vi um camponês segurando sua escada.
- Não, estou a falar com... - Quando olhei na direção aonde estava Robert, ele tinha sumido.
- Oh, esquece, tenha um excelente dia preciso ir desculpa, tchau.
E sai pensativa do pomar, em direção a pousada.
To be continued...



0 comentários:
Postar um comentário